Introdução ao Blog

Introdução ao Blog


O meu blog retrata um pouco do meu percurso/caminho profissional e académico, percorrido essencialmente ao longo deste ano lectivo 2010|2011.

Foi minha intenção, apresentar neste Blogue uma diversidade de informação, com o objectivo de o tornar interessante para consulta. Todas as mensagens presentes nele, estão relacionadas com os conteúdos da disciplina de Método Didáctico Geral e Especifico.

Prestes a terminar o Complemento de Formação entre momentos de grande ansiedade e alegria, eis que o desafio está a chegar ao fim.


Estamos todos de PARABÉNS!


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ser Educador



Ser educador é pintar o mundo de todas as cores

É poder fazer sorrir as crianças
É vê-las crescer...
É ajudá-las a aprender.
Ser educador é profissão de amor
E deixar em cada criança
A lembrança de um mundo melhor.

Ser educador é ser poeta
É ser pintor,
É ser palhaço,
É ser actor.

Ser educador é ser criança
É ser adulto
É ter esperança.

Ser Educador é...
Ser transmissor de verdades, De inverdades...
Ser cultivador de amor, De amizades.
Ser convicto de acertos, De erros.
Ser construtor de seres, De vidas.
Ser edificador.
Movido por impulsos, por razão, por emoção.
De sentimentos profundos,
Que carrega no peito o orgulho de educar.
Que armazena o conhecer,
Que guarda no coração, o pesar
De valores essenciais
Para a felicidade dos “seus”.

Ser criança


Ser criança
É não contar o tempo
Que há para viver

É sorrir com lágrimas
Pedindo ternura
Em troca de beijos

É poder brincar
Em jardins bonitos
Sem poluição

É não querer as guerras
Que espalham o medo
E matam os sonhos

É poder crescer
Sereno e feliz
Num mundo diferente

É guardar para sempre
Da infância breve
Imagens tão belas
Como o sol nascente

Um conto



Aqui vai uma história elaborada por um grupo de pais que na festa de final de ano nos presenteou com uma surpresa.

Achei muito interessante e gratificante para toda a minha equipa. Retrata alguns pontos bastante curiosos e demonstra como é importante quando trabalhamos com amor e dedicação.
 

Num belo dia de Verão imaginei-me perante uma plateia repleta de bons amigos e então propus-me falar sobre a minha escola. Falava em meu nome mas, certamente, que as bem merecidas palavras que dedicava à minha escolinha saiam também todas elas do coração dos meus eternos amiguinhos e amiguinhas e então dizia o meu coração o seguinte:



Falo do meu Sol dos Pequeninos, um pequeno paraíso que faz a minha delícia, desde logo, porque o Sol me faz lembrar a praia que eu tanto adoro e toda a diversão a ela associada. Porém, acreditem que tudo brilha na minha escola, até mesmo quando as coisas não correm lá muito bem, porque as professoras também estão lá para nos educar e nos ensinar regras que, na realidade e à medida que ficamos grandes, temos de com elas conviver – E para nosso bem –. Agora, quando a matéria toca à diversão e carinho, lá estamos nós a ser tratados como verdadeiros Príncipes e Princesas.
 
E, para terem só uma pequenina ideia do que falo, prestem atenção ao meu dia a dia no paraíso chamado Sol dos Pequeninos. Desde logo;

Bom dia Alegria é a palavra-chave, que já me faz acreditar que vou ter um dia feliz ao jeito de – “Abram a cortina que o espectáculo vai começar”- e disso é que a Tia Inês gosta, pois está sempre a pensar em muitas surpresas, então à sexta-feira é que ela dá asas àquela super imaginação. De seguida,

Olho em frente e recordo a subida das escadinhas que me faziam dizer adeus à mamã com uma lagriminha no olho, mas que agora a Mónica, a Carla, a Ana, a Cati e muitas vezes a Zeza, fazem aos meus amiguinhos pequeninos o que me faziam a mim, e num golpe de magia as lágrimas dão lugar a grandes abraços, beijinhos, muitos sorrisos à mistura e então fica tudo bem mais calminho – e é mesmo assim a minha escola. Mas,

Agora o que eu quero mesmo é chegar à minha sala – e isto é verdade – até anseio por esse momento desde o dia anterior. Porém, no percurso que me leva até lá não posso ficar indiferente à alegria contagiante daquela Denise, é que ela está sempre bem-disposta, brinca, brinca, enquanto a Fabiana organiza os trabalhinhos do dia para os amigos da sua sala. E,

Mais uns passinhos à frente e já ouço o vozeirão do nosso querido Tio Paulo, o verdadeiro génio da escola, porque ele é Ginástica, Ténis, Música e também tio daquela malta toda e então aproveito para lhe dar também bons dias. E agora,

Alto aí que já consigo avistar a minha salinha e alguns amigos, porém, não posso deixar de reparar nos amiguinhos da sala dos 3 Anos que, sob os comandos do General Natália e sempre com o olhar muito atento e sereno da Inês, já estão perfilados na “parada” de onde partirão para a aula de Ginástica com o nosso Tio Paulo – Uma maravilha de se ver!

E já depois de tanta emoção em tão curta viagem eis-me, finalmente, na minha sala e aqui, sim, é que eu sou mesmo feliz, pois tenho bem concentrados os ingredientes dessa felicidade senão vejam;

Tenho duas professoras maravilhosas, cada uma delas com um jeito diferente de ser, mas que de serem tão boas e perfeitas só consigo pensar numa, pensando nas duas – e agora acho que falei muito bem. Tenho a Sónia e a Marlene a quem tiro todos e mais um dos meus chapéus pela sua superioridade, generosidade, companheirismo, bondade, inteligência, amizade e, sobretudo, pelo seu saber. Também,

Tenho os meus queridos amigos e aqui se pudéssemos estar o dia todo, não faltaria o que dizer de bom sobre eles, pois acreditem que nem nas minhas férias me consigo esquecer de todos eles. Mas também,

Não posso esquecer a minha sala pelos brinquedos e até pelos trabalhinhos que faço sempre com muito empenho, nunca querendo ter trabalhos em atraso.

Também temos dança com a Lisa, que nos ensina a brilhar nas festinhas que fazem a delícia dos nossos papás e também a Esmeralda na aula de Karaté.

E com o passar dar manhã começa a vir um cheirinho fantástico daquela cozinha, que me faz começar a sonhar com o almoço e aqui a Deolinda não deixa os créditos por mãos alheias, pois é cada pratinho de comida tão bom que como e “choro” por mais. Também estes almoços são um convívio fantástico porque, subitamente, triplicamos e o inevitável acontece – muita alegria à mesa – é fantástico, porque eu chego até a saber os nomes de todos aqueles amiguinhos das outras salinhas – porque a família já é grande! E aqui também a Alexandra dá uma ajudinha aos mais distraídos e preguiçosos.

De vez em quando também contamos com umas professoras muito novinhas que têm bué de paciência para nós e foi, de entre algumas, que ganhámos a Samanta.

E quanto ao resto do meu dia, ele divide-se entre magníficas brincadeiras no jardim, respeitando sempre o soninho dos mais pequeninos, aulas de Inglês, trabalhinhos e outras actividades que são sempre muito apelativas e que, por essa razão, nos desperta muito os sentidos.

Às vezes fico no prolongamento com a Cati, a Alexandra, a D. Júlia, às vezes a Samanta e a Tia Inês e aqui, mesmo que veja a maioria dos meus amigos regressarem para as suas casas mais cedo do que eu, é uma alegria sentir que não fico ali esquecido, continuo a ser eu com os direitos que tenho a continuar a brincar até me virem também buscar e depois – Amanhã um novo dia virá.

Porém, está para breve o dia em que não poderei dizer mais “Amanhã é um novo dia no meu Sol dos Pequeninos”, porque já me encontro de partida para uma nova página na minha pequena vida – a Escola Primária –, mas a saudade que virei a sentir e o sentimento que nutro por esta minha escolinha faz-me ser a criança mais feliz do Mundo e poder recordar em pleno os maravilhosos anos da minha vida, passados grande parte deles no Sol dos Pequeninos, faz também de mim uma criança muito privilegiada.

E é agora em jeito de homenagem e até de despedida que dedico esta minha redacção:

Aos meus pais por me terem proporcionado todos estes momentos de felicidade com a escolha para mim do Sol dos Pequeninos e também ao Sol dos Pequeninos por toda a grandeza e superioridade, o meu bem haja pelos anos em que fui aqui tão feliz, prometendo que assim vou continuar a ser, quanto mais não seja por me terem semeado tanta riqueza ao longo destes anos que, certamente, dará colheitas de óptimos frutos no me futuro.

Com um até sempre

Me despeço da minha escola

Pedindo que encontre

Na nova escola

Este Amor na altura em que para lá entre. 

Porquê recriar as histórias de todos os Tempos?



Ao longo de vários anos do colégio Sol dos Pequeninos do qual eu faço parte como proprietária e Directora pedagógica, tenho tido o privilégio de contactar com diversas entidades e pessoas particulares, que colaboram connosco no âmbito de nos proporcionar espaços que se assemelhem o mais possível aos das histórias em questão e onde são então recriadas essas histórias. Nessas mesmas recriações as personagens interagem com as crianças proporcionando-lhes verdadeiros momentos de grande fantasia, alegria, imaginação, transpondo-as para um mundo fabulosamente Mágico, onde o verdadeiro e o mágico se confundem.



Aqui no blog apresento um pouco do que a imprensa noticiou.


Notícia Sol dos Pequeninos 1

Notícia Sol dos Pequeninos 2

Notícia Sol dos Pequeninos 3

Notícia Sol dos Pequeninos 4

Notícia Sol dos Pequeninos 5

Notícia Sol dos Pequeninos 6

Notícia Sol dos Pequeninos 7

Notícia Sol dos Pequeninos 8

Notícia Sol dos Pequeninos 9

Notícia Sol dos Pequeninos 10


A importância do conto:


Os contos deixam fluir o imaginário e levam a criança a ter curiosidade. É a possibilidade de descobrir um mundo imenso de conflitos, de impasses, de soluções que todos vivem e atravessam, de um jeito ou de outro, através de problemas que vão sendo defrontados, enfrentados (ou não) resolvidos (ou não) pelos personagens de cada história.



Estamos pois a proporcionar momentos de brincadeira e aprendizagem em que poder sorrir, dar gargalhadas com situações vividas pelos personagens são momentos inesquecíveis.



Os contos são deveras importantes na formação da personalidade da criança É o inicio da aprendizagem para ser um bom leitor, tendo um caminho infinito de descobertas e de compreensão do mundo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

música na educação infantil




Importância da música no desenvolvimento da criança


A música deve estar sempre presente em cada um de nós desde a concepção. Desperta-nos emoções e sentimentos de acordo com a capacidade e percepção de cada um, podendo transportar-nos para um mundo de prazer, satisfação, alegria. Paralelamente, é um facilitador da socialização, da aprendizagem, da criatividade, promove autodisciplina e desperta a consciência rítmica e estética.


A criança, desde muito cedo, necessita de ser estimulada para o mundo dos sons, pois é pelo órgão da audição que possui o contacto com os sons da natureza, pelas canções de embalar, geralmente cantadas pela mãe.

Sendo a música uma “linguagem de expressão”, a Escola deverá permitir a colaboração da criança em todas as actividades de expressão musical, possibilitando-lhe uma aprendizagem activa, caso contrário torna-se numa mera reprodução de cantos, sem um verdadeiro momento de criação musical. A Escola, de uma forma geral, tem proporcionado à criança poucas possibilidades para que ela aplique a sua curiosidade espontânea. Paralelamente, a música também cria um terreno favorável para a imaginação quando desperta as faculdades criadoras de cada um. A educação pela música proporciona uma educação profunda e total.

“A música e a dança atuam no corpo e despertam emoções, neste sentido ela equilibra o metabolismo, interfere na receptividade sensorial e minimiza os efeitos de fadiga ou leva a excitação do aluno” (Para STABILE citado por ESTEVÃO (2002, p. 34) “a música e a dança”.). Desta forma, o educador deverá proporcionar uma conjunto variado de produções sonoras, como a música popular, erudita, floclore entre outras, que a levam a diversas situações de apredizagem. Segundo FARIA (2001) quanto maior for a sensibilidade da criança para o som, mais ela descobrirá as suas qualidades, sendo importante exercitá-la desde muito pequena, pois esse treino irá desenvolver sua memória e atenção.

Segundo Ducourneau, o primeiro passo para que a criança aprenda a escutar bem consiste em permitir que faça experiências sonoras com as qualidades do som, como o timbre, a altura e a intensidade, só depois estará em posição de escuta.

A música atinge a motricidade e a sensorialidade por meio do ritmo e do som, a afectividade, por sua vez, é atingida pela melodia. As actividades de musicalização permitem que a criança se conheça melhor, desenvolvendo sua noção de esquema corporal. O ritmo detém um papel preponderante na formação e equilíbrio do sistema nervoso, pois age sobre a mente, favorecendo a descarga emocional, a reacção motora e alivia as tensões. Qualquer movimento adaptado a um ritmo é resultado de um conjunto complexo de actividades coordenadas. Cantar, fazendo gestos, dançar, bater palmas, são experiências fundamentais para a criança, que facilitarão o seu processo de aquisição da leitura e da escrita.

A música, nalguns hospitais, está a ter, cada vez mais, um papel importante na recuperação de diversas doenças a nível cerebral, no controle da ansiedade, da dor e no sistema imunológico.

Segundo Stefany a música afecta as emoções pois as pessoas vivem mergulhadas em oceanos de sons. Em qualquer lugar e qualquer hora respira-se a música, sem se dar conta. A música é ouvida porque faz com que as pessoas sintam algo diferente, pela capacidade de proporcionar variados sentimentos, como a alegria, a melancolia, a violência, a sensualidade, a calma e assim por diante, constituindo-se num factor importantíssimo na formação do carácter do indivíduo.
Sites Relacionados



Yduko



Concertos para crianças

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


No âmbito da disciplina de Metodologias o Prof. Carlos Jorge sugeriu que apresentássemos um Blog direccionado para algo que considerássemos interessante e gostássemos de partilhar.

Organizamos com um grupo de crianças dos cinco anos, um mistério na sequência de várias actividades, sendo que uma delas foi elaboração de um livro.

A intencionalidade desta actividade decorreu do processo reflexivo de observação/acção, cooperação, valorização, sentido de responsabilidade, imaginação, desenvolvimento individual e colectivo, raciocínio lógico/matemático e linguístico de um grupo de crianças dos 5 anos.

Piaget e Maria Montessori dão uma grande relevância e importância à “Acção” tanto na actividade mental como na actividade física, ambas estão indissoluvelmente relacionadas.

Para Piaget, o jogo é a construção do conhecimento. Podemos considerar que esta aventura/mistério é também um jogo.

Segundo Jorge Letria, a explicação do êxito das aventuras/mistérios assenta em grande parte na disciplina, no método, no rigor posto no cumprimento de um projecto que enche o imaginário da criança.

Segunda Paula Ferreira, jornalista da Capital, um livro ou um episódio vivido, transporta a criança para um Mundo diferente, fá-la viajar através das palavras e vivências e solta-lhes a imaginação. Uma imaginação fértil, própria de quem tem poucos anos e quer descobrir tudo.









Durante esta actividade/mistério, constatou-se que a abordagem das diferentes formas de expressão, áreas de formação e conhecimento do mundo através de activadores criativos potenciaram a criatividade e a imaginação. Verificando-se nomeadamente:

Uma grande motivação demonstrada pelo grupo, na realização da actividade;

Um elevado envolvimento de todos os elementos;

O conhecimentos de uma obra literária portuguesa e do seu autor, através do livro;

Um maior interesse do conhecimento do Mundo, através da curiosidade, desejo de saber, vivências diversas, saberes sociais, registos e atitude crítica;

Uma maior apetência no desenvolvimento e domínio da matemática, através do raciocínio lógico;

Uma forte adesão na exploração de diversas formas de expressão, através de uma grande capacidade de reflexão, avaliação, partilha de ideias sobre as diversas situações criadas ao longo desta actividade; Uma grande capacidade de descodificar códigos escritos/símbolos, descoberta de palavras (pelas letras);

Uma grande alegria, auto-estima e confiança, através do reconhecimento da polícia, pela coragem e valentia na descoberta do livro roubado.